Maternidade de substituição: sim ou não?

No dia 28 de Novembro, o programa A Tarde é Sua proporcionou um momento de debate sobre a Maternidade de substituição.

Durante vinte minutos, a Deputada Maria Antónia Almeida Santos e a Presidente da Federação Portuguesa pela Vida, Isilda Pegado, esclareceram alguns aspectos fundamentais sobre esta temática e manifestaram as suas respectivas opiniões.

Maria Antónia Santos defende que a maternidade de substituição é, antes de mais, um acto solidário de amor e exclui a expressão "barriga de aluguer", uma vez que é contra a remuneração. A deputada defende ainda que o casal deve ter a possibilidade de decidir se quer ter um filho biológico, uma vez que a maternidade de substituição não é mais do que "a ciência a favor da vida".

Mais adiante no debate, Maria Antónia Santos afirma que o parlamento já iniciou os estudos e que estão a legislar para a felicidade das pessoas, ao contrário do que defende Isilda Pegado. Segundo a deputada, ao dificultar a vida a estes casais, o Estado está apenas a "empurrá-los" para a ilegalidade. Há que legalizar esta prática de procriação para poder balizar as consequências das ilegalidades e, assim, proteger estes casais.

Por sua vez, a Presidente da Federação Portuguesa pela Vida, é contra a Maternidade de Substituição. A FPPV defende a dignidade humana e a definição de identidade. Segundo Isilda Pegado, uma criança que é gerada desta forma não conhece a sua identidade e o acto de gerar uma criança para outro casal, é uma exploração da Mulher. A Presidente da FPPV defende que o Estado deve proteger estas famílias, impedido que este método de procriação seja legalizado, uma vez que viola os Direitos Humanos.

Foi um debate aceso que terá continuação muito em breve.

Veja o debate completo aqui.